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Flávio Bolsonaro busca apoio do PSDB e lidera pesquisas para o segundo turno presidencial

Flávio Bolsonaro busca apoio do PSDB e lidera pesquisas para o segundo turno presidencial

Enquanto articulações avançam nos diretórios regionais e aliados dialogam com o STF, candidato do PL registra 51% dos votos válidos contra 49% de Lula.

A campanha presidencial de Flávio Bolsonaro (PL) intensificou as movimentações para o segundo turno de 2026 com foco na ampliação de alianças e na garantia de lisura institucional, mantendo vantagem numérica nas primeiras pesquisas de intenção de voto divulgadas após o pleito inicial.

A campanha de Flávio Bolsonaro (PL) buscou a direção nacional do PSDB para tentar consolidar o apoio oficial do partido na disputa presidencial de segundo turno contra Luiz Inácio Lula da Silva (PT). Apesar da investida da coordenação junto ao presidente da legenda, Aécio Neves, o dirigente tucano sinalizou resistência e preferiu manter a neutralidade institucional, deixando os filiados livres para escolher seus candidatos na nova fase do pleito.

A postura da cúpula partidária contrasta com a realidade interna da legenda. Conforme levantamentos do próprio PSDB, cerca de 70% dos diretórios regionais apoiam o nome de Flávio Bolsonaro, com forte predominância nas bases das regiões Sul e Sudeste. O restante permanece alinhado a Lula, refletindo uma divisão que levou a Executiva Nacional a autorizar múltiplos caminhos aos correligionários, permitindo apoio a qualquer um dos concorrentes ou a manutenção da neutralidade.

Cenário eleitoral e vantagem numérica

No plano estatístico, a nova rodada do levantamento Indexa/Broadcast, divulgada recentemente, aponta Flávio Bolsonaro tecnicamente empatado, mas numericamente à frente na disputa presidencial de segundo turno. Considerando o cenário de votos válidos, o senador do PL registra 51% das intenções de voto, enquanto o candidato petista soma 49%. Como a margem de erro da pesquisa é de 2,2 pontos percentuais, o panorama é de empate técnico na corrida eleitoral.

Os números refletem a consolidação do eleitorado após o encerramento do primeiro turno, quando Flávio obteve 47,03% dos votos (56,1 milhões de eleitores) contra 45,16% de Lula (53,8 milhões). A diferença estreita marca uma das disputas mais acirradas desde a redemocratización do país, com votação expressiva concentrada em colégios eleitorais estratégicos que agora definem o direcionamento das alianças partidárias.

Diálogo institucional e atuação dos tribunais

Em paralelo às articulações partidárias, aliados de Flávio Bolsonaro realizaram contatos com o ministro Alexandre de Moraes, do Supremo Tribunal Federal (STF), para questionar sobre a atuação da Corte no segundo turno. A interlocução, conduzida por representantes do grupo político, obteve a garantia de que não haverá interferência do tribunal no processo eleitoral em curso.

A iniciativa ocorreu em um contexto de movimentações nos bastidores políticos e jurídicos, que incluiu decisões recentes do magistrado autorizando visitas ao ex-presidente Jair Bolsonaro, além de concessões de progressão de regime e arquivamentos de inquéritos. Interlocutores da campanha reforçaram que os contatos institucionais visam assegurar a lisura do pleito, mantendo separadas as discussões jurídicas e as demandas legislativas defendidas por parlamentares aliados.

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