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Juros para famílias sobem para 61,7% ao ano e inadimplência chega a 6%

Gráfico de mercado financeiro em tela

Alta foi puxada pelo cartão de crédito rotativo e parcelado, segundo o Banco Central; estoque de crédito às pessoas físicas soma R$ 2,6 trilhões

A taxa média de juros cobrada das famílias nas operações com recursos livres chegou a 61,7% ao ano em agosto, segundo as Estatísticas Monetárias e de Crédito do Banco Central. O índice subiu 1,4 ponto percentual em relação a julho e 2,9 pontos em relação a agosto de 2025.

A pressão veio principalmente do cartão de crédito rotativo e do cartão parcelado.

A inadimplência das famílias chegou a 6%, com alta de 0,2 ponto no mês e de 1,1 ponto em 12 meses.

Mesmo com juros mais altos, o estoque de crédito para pessoas físicas cresceu 0,8% no mês e 10,5% em 12 meses, somando R$ 2,6 trilhões. Para as empresas, a taxa média ficou em 24,2% ao ano.

Análise

Juro de 61,7% ao ano e inadimplência em alta são o termômetro de um orçamento familiar sufocado. É consequência direta de um governo que gasta além do que arrecada — o rombo passa de R$ 94 bilhões até agosto — e obriga o Banco Central a manter juros elevados. Programas de renegociação às vésperas da eleição aliviam o sintoma; a causa continua em Brasília.

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