Alta da energia elétrica puxou o IPCA; índice acumulado em 12 meses chegou a 4,58%
A inflação oficial subiu 0,82% em setembro, após queda de 0,32% em agosto, segundo dados divulgados pelo IBGE nesta sexta-feira (9). Foi a maior variação para o mês de setembro desde 2021.
A energia elétrica residencial avançou 7,98% e teve o principal impacto sobre o índice. O movimento refletiu o fim do desconto temporário do Bônus de Itaipu e a manutenção da bandeira tarifária amarela. Alimentação, combustíveis e passagens aéreas também pressionaram o orçamento das famílias.
No acumulado de 12 meses, o IPCA passou de 4,22% para 4,58%, ligeiramente acima do teto de 4,5% do sistema de metas. O resultado reduz o espaço para cortes mais rápidos da taxa básica de juros e aumenta a cobrança por disciplina fiscal.
Inflação elevada funciona como imposto silencioso, sobretudo para famílias de menor renda. O controle duradouro exige contas públicas previsíveis, concorrência e ambiente favorável ao investimento, não medidas artificiais que apenas adiem reajustes.






