Os dois candidatos têm 50% dos votos válidos na simulação de segundo turno; no primeiro, Lula tem 46,2% e Flávio, 43,1%
A disputa pela Presidência chega aos últimos dias da campanha empatada. Pesquisa AtlasIntel divulgada na terça-feira (29) mostra Flávio Bolsonaro (PL) e Lula (PT) com 50% dos votos válidos cada um em um eventual segundo turno. No primeiro turno, marcado para domingo (4), Lula tem 46,2% dos votos válidos e Flávio, 43,1%, diferença de 3,1 pontos, acima da margem de erro de 1 ponto.
Primeiro turno (votos válidos)
- Lula (PT): 46,2%
- Flávio Bolsonaro (PL): 43,1%
- Renan Santos (Missão): 5,3%
- Augusto Cury (Avante): 2,1%
- Ronaldo Caiado (PSD): 1,8%
- Romeu Zema (Novo): 0,9%
- Outros: 0,5%
Segundo turno (votos válidos)
- Lula 50% x Flávio Bolsonaro 50%
- Lula 51,4% x Ronaldo Caiado 48,6%
- Lula 53,5% x Romeu Zema 46,5%
- Lula 56,1% x Augusto Cury 43,9%
- Lula 61,6% x Renan Santos 38,4%
Pelos números, a soma dos candidatos de oposição a Lula no primeiro turno supera os votos do petista, o que reforça a tendência de a disputa ir para o segundo turno em 25 de outubro.
Nova pesquisa confirma o quadro
Na manhã desta quarta-feira (30), a pesquisa Meio/Ideia apontou resultado semelhante: no segundo turno, Lula tem 48,5% e Flávio, 48%, empate técnico dentro da margem de erro de 2,2 pontos. No primeiro turno, Lula aparece com 39,4% e Flávio com 38,4% (votos totais). A pesquisa foi contratada pelo Canal Meio, ouviu 2.000 eleitores entre 25 e 28 de setembro e está registrada no TSE sob o número BR-08706/2026.
Ficha técnica (AtlasIntel): pesquisa contratada pelo próprio instituto; 5.005 entrevistas entre 23 e 28 de setembro de 2026; margem de erro de 1 ponto percentual; nível de confiança de 95%; registro no TSE: BR-04391/2026.
Análise
Depois de quatro anos de máquina federal a favor, de programas lançados às vésperas da eleição e de uma sucessão de decisões judiciais que interferiram na campanha, Lula não consegue abrir vantagem sobre o candidato da oposição. O empate mostra que uma parcela expressiva do país rejeita o projeto petista e quer mudança na economia, na segurança e na relação entre os Poderes. Pesquisa não é resultado, e o voto de domingo é o que conta.






