Segundo o jornalista, ação policial com 28 mandados de busca e apreensão estaria pronta para ser deflagrada nos últimos dias da campanha presidencial, mas teria enfrentado resistência da Procuradoria-Geral da República.
Uma operação da Polícia Federal (PF) envolvendo 28 mandados de busca e apreensão contra o senador e candidato à Presidência da República Flávio Bolsonaro (PL) teria sido preparada para ocorrer às vésperas do segundo turno das eleições de 2026. A ação, entretanto, teria sido barrada pela Procuradoria-Geral da República (PGR).
A informação foi divulgada pelo jornalista Claudio Dantas durante transmissão realizada nesta quinta-feira (22). Segundo ele, a investigação estaria sob a relatoria do ministro Alexandre de Moraes, do Supremo Tribunal Federal (STF).
A revelação levanta questionamentos sobre a possibilidade de uma operação policial envolvendo um candidato à Presidência em um dos momentos mais decisivos da disputa eleitoral.
Investigação envolveria advogado próximo a Flávio Bolsonaro
De acordo com as informações apresentadas por Dantas, a suposta operação estaria relacionada a investigações envolvendo o advogado Willer Tomaz, amigo do senador, e suspeitas de lavagem de dinheiro.
Em investigações anteriores, documentos encontrados pela Polícia Federal teriam mencionado o acesso de Flávio Bolsonaro a uma conta bancária da offshore Alcazar Holdings, vinculada ao advogado.
Tanto o candidato quanto Willer Tomaz negam qualquer irregularidade e afirmam não possuir negócios em conjunto.
O jornalista também relatou anteriormente que agentes da Polícia Federal buscaram informações relacionadas ao senador durante diligências realizadas no escritório do advogado.
Resistência da PGR teria impedido avanço da operação
Ainda segundo Claudio Dantas, a cúpula da Procuradoria-Geral da República teria se recusado a autorizar as medidas, impedindo que a operação fosse deflagrada naquele momento.
A possibilidade de uma ação dessa dimensão nos últimos dias da campanha presidencial coloca em discussão os limites da atuação das instituições de investigação e Justiça durante o processo eleitoral, especialmente diante do potencial impacto político de medidas contra um dos candidatos.
Até o momento, não foram apresentados documentos oficiais que comprovem a existência dos 28 mandados, a alegada resistência da PGR ou a participação do ministro Alexandre de Moraes na preparação da operação.
A Polícia Federal e a Procuradoria-Geral da República também não haviam apresentado manifestação pública específica sobre as alegações.
As informações, portanto, permanecem atribuídas ao relato do jornalista Claudio Dantas, sem confirmação oficial independente.






