A campanha do presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) apresentou ao Tribunal Superior Eleitoral (TSE), na quinta-feira (22), autorizações para acesso a informações bancárias, fiscais e telefônicas do candidato e de pessoas e entidades relacionadas a ele. A entrega, porém, não incluiu a divulgação pública de extratos ou registros telefônicos, segundo reportagem do Poder360.
Os documentos protocolados autorizam a obtenção dos dados, mas não substituem os registros mantidos pelas instituições responsáveis. A equipe petista solicitou ao ministro André Mendonça, relator do caso, que requisite as informações a bancos, órgãos fiscais e operadoras de telefonia e determine sua publicação simultânea em uma plataforma pública.
O pedido abrange informações de Fábio Luís Lula da Silva, conhecido como Lulinha, da primeira-dama Janja, do Instituto Lula e do ex-chefe de gabinete Marco Aurélio Santana Ribeiro, o Marcola. Segundo a campanha, foram reunidas as autorizações necessárias para atender às 19 condições apresentadas por Flávio Bolsonaro (PL).
Em decisão publicada na mesma quinta-feira, Mendonça esclareceu que os titulares podem divulgar voluntariamente suas informações sem autorização judicial. O entendimento estabelece uma distinção entre permitir que terceiros acessem dados protegidos por sigilo e disponibilizar diretamente os documentos ao público.
A campanha de Flávio, que também apresentou autorizações de acesso a informações, cobra a divulgação dos registros mencionados por Lula e dos gastos com cartões corporativos da Presidência. Deltan Dallagnol (Novo-PR), indicado para analisar a documentação, criticou a apresentação de procurações sem os respectivos extratos.
A discussão começou no debate presidencial da Band, quando Lula propôs a abertura dos sigilos dos dois candidatos. Flávio aceitou o desafio e acrescentou condições, posteriormente acolhidas pela equipe petista.
Até o momento descrito pela reportagem, os registros financeiros e telefônicos discutidos pelas campanhas permaneciam indisponíveis para consulta pública. A apresentação das autorizações, portanto, representa uma etapa do procedimento, mas ainda não corresponde à divulgação dos dados anunciada durante a disputa eleitoral.
Lula entrega autorizações ao TSE, mas sem dados bancários e telefônicos.






