Sete derrotas seguidas no Brasileirão levam à mudança; direção reconhece responsabilidade compartilhada e busca sucessor antes do clássico.
O Corinthians demitiu Fernando Diniz depois da derrota por 2 a 1 para o Internacional, no Beira-Rio, na quarta-feira. O resultado ampliou a crise no Campeonato Brasileiro e colocou a direção diante da troca de comando às vésperas do clássico contra o Palmeiras.
Sequência de derrotas derruba treinador
O time chegou à sétima derrota consecutiva no Brasileirão. Com 32 pontos, apareceu na 16ª posição no balanço da noite, imediatamente acima da zona de rebaixamento. A sequência tirou a margem de segurança que a equipe tinha na tabela.
O executivo de futebol Marcelo Paz explicou, em pronunciamento, que a decisão foi tomada com o presidente do clube diante da necessidade de interromper a perda de pontos. Ele agradeceu o trabalho do treinador, mas reconheceu que o desempenho recente colocou a continuidade em risco.
Paz também afirmou que a responsabilidade não é apenas da comissão técnica. Ao citar direção e jogadores, o dirigente reconheceu que a saída de Diniz não encerra os problemas que produziram a crise.
A derrota ocorreu em confronto relevante para a parte de baixo da tabela. O Internacional entrou na rodada atrás do Corinthians, e a vitória gaúcha aumentou a pressão sobre o clube paulista na disputa para se afastar do rebaixamento.
Clássico aumenta urgência da mudança
A diretoria iniciou a busca por um novo treinador para o encontro com o Palmeiras, previsto para domingo. O pouco tempo entre a demissão e o clássico limita a preparação de quem assumir e coloca a reorganização do elenco como tarefa imediata.
A troca de técnico não produz pontos por si só. A reação precisa aparecer no campo, em uma fase na qual resultados negativos sucessivos aproximam a equipe dos adversários que disputam a permanência na Série A.
Para o Corinthians, o clássico reúne pressão esportiva e rivalidade. O primeiro objetivo é voltar a pontuar; depois, recuperar estabilidade para atravessar as rodadas restantes sem prolongar a queda.
O sucessor ainda não havia sido anunciado no balanço usado nesta matéria. A prioridade declarada pela direção é definir o comando a tempo do próximo compromisso.






