Cepea relaciona aumento do custo financeiro à pressão sobre produtores de grãos.
A taxa média dos financiamentos rurais de pessoas físicas passou de 6,3% ao ano em 2021 para 12,2% em 2025, segundo estudo do Cepea divulgado pelo Canal Rural nesta terça-feira (20). A inadimplência alcançou 9,7% do saldo em agosto de 2026, ante 0,8% em dezembro de 2022.
Os pesquisadores apontam encarecimento do crédito, mudança das fontes de financiamento e dificuldades concentradas em determinadas atividades e regiões. A despesa anual estimada com juros aumentou de R$ 34 bilhões para R$ 99 bilhões entre 2021 e 2025, passando de 3,9% para 11,4% da renda agropecuária.
Operações com taxas livres concentram 77% do saldo em atraso. Nelas, a inadimplência chega a 17,6%, contra 3,8% nos financiamentos com juros controlados. O estudo também destaca a redução das margens de produtores de grãos, que passaram a pagar investimentos contratados em anos de preços mais favoráveis sob condições financeiras mais apertadas.






